31.1.08

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(cabanas)

Em Cabanas, perto de Tavira, há tantas casas com azulejos que é impossível resistir a fotografá-las. É como apanhar conchinhas na praia, há sempre mais uma e outra, e ainda outra...



Os azulejos são quase todos daqueles omnipresentes nas casas de banho dos anos 70 e 80, que já não podíamos ver à frente. Acho que hoje já começamos a vê-los com outros olhos. Eu, pelo menos, começo.
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30.1.08

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(sewing mode)

No fim-de-semana passado estive a maior parte do tempo sozinha em casa. Cosi, cosi, cosi...


Também começei um quilt. Estou a fazê-lo da forma mais fácil: aos quadradinhos. Vamos ver como sai... Até agora está a correr bem, já cosi os quadrados todos e a "moldura" à volta. Por enquanto, está parado à espera do recheio.
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29.1.08


(sol)

Impressiona-me sempre a forma como o tempo e a estações infuenciam a nossa vida. Chuva igual a cores escuras, sol igual a cores claras. Não passamos de animais vestidos...
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24.1.08


(my neighborhood)

Para juntar ao meu negligenciado álbum my village (criado em Março de 2006 e até agora com uma única fotografia!) e ao concorrido e interessante grupo o meu bairro/my neighborhood (criado pela Julieta).
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E a condizer, uma das minhas chaminés:

23.1.08

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(shop update)
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Estas seis pulseiras estão na loja.


Um blog polaco sobre jóias diferentes: panie przodem

22.1.08


(mom made II)

[Se aparecer neste blog e for feito de crochet, quase de certeza que é feito pela mãe. Eu devo ter uma mutação na porção do cromossoma que habilita o ser humano a fazer crochet]
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Esta manta, foi começada no Inverno passado e acabada neste. Acabou por sair maior do que o previsto, mas de resto exactamente como eu queria. Usamo-la na cama, é quentinha!




A que está aqui em baixo era a minha mantinha de bebé. Muito mais pequenina.
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Parece-me que a filosofia por detrás destas mantas às riscas era a mesma das mantas de retalhos de tecido. O que separado não era nada, juntava-se para fazer o necessário. E, surpreendentemente, ficava bonito de ver. Agora tentamos copiar mas já não é bem a mesma coisa, falta talvez aquela necessidade que aguçava o engenho.


Os tapetes que se seguem foram feitos pela minha bisavó. Usei-os mesmo como tapetes durante vários anos. Viram muitas vezes a máquina de lavar, desconhecida pelas mãos que os fizeram. Agora estão na parede e servem de quadros. Hoje, e já que estava com o lençol branco estendido em cima da cama, tirei-os finalmente da parede para fotografá-los.



É curioso como há peças de que nos fartamos rapidamente e outras de que gostamos sempre.

21.1.08


(pointy)

Uma prenda atrasada, para uma menina paciente. Foi feito antes do Natal mas só seguiu viagem na semana passada. Foi a chuva que o reteve :)
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Feito a partir deste molde da Hillary Lang. É o segundo, o primeiro foi este.

18.1.08


(céu...)

... azul! Já tinha saudades tuas.



No quintal, há sempre muito que fazer, "ajudar" a tirar fotografias é só por si uma tarefa exigente. Depois existem outros trabalhos igualmente cansativos, por exemplo... ver se há abelhas nas alfazemas! Às vezes ficamos com a bochecha inchada, mas isso é outra história...

17.1.08


(+)

Em breve na loja.


Coisas bonitas por aí: babushka fabric from MikoDesign, doll from Novembermoon, stamps from Sweet Grass Stamps.

16.1.08

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(shop update)

Coisas novas na loja: cinco colares e quatro pulseiras.



15.1.08

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(mom made I)

Uma cedoira feita pela minha mãe. De trapilho.



Continua...


P.S. Que post lamechas este aqui em baixo, quem é que escreveu isto?

Obrigada pelos comentários, gosto de saber que estão mesmo aí!

11.1.08

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(2 anos)

Às vezes apetece-me falar sobre o outro lado da vida, mas não o faço. É como aquelas palavras que vamos dizer e que ficam suspensas na boca e acabamos por rejeitar. Existe um censor dentro de mim que peneira para dentro deste blog o lado bom da minha vida. Não sei como será visto de fora. Parecerá uma vida cor-de-rosa? A maior parte das vezes, aproveitam-se da peneira duas ou três linhas (ou nem isso) sobre um objecto que fiz, um sítio onde fui. Uma colecção de acontecimentos sem importância, futilidades, coisinhas... Não têm sido fáceis estes dois anos, mas se tivesse outro blog no qual também falasse do lado bom da minha vida falaria também deste blog, que ele também é uma coisa boa e as pessoas que passam por aqui também são.
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Gosto de fazer etiquetas, muito mesmo. Gosto de pegar num tema e de fazer sobre ele uma pequena colecção de desenhitos infantis, gosto de imprimi-las e de recortá-las. Etiquetas novas para comemorar o dia em que há dois anos resolvi dar uma segunda oportunidade a este blog.

9.1.08


(3 em 1)

Utilizando arame prateado ainda mais fininho e menos brilhante.
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(see detail).

Por aí, coisas bonitas para ver: um vestido, pequenos objectos, pratos e um jardim,

6.1.08


(reis)

Comi filhós, demasiadas. Dói-me o estômago...


3.1.08


(2008)


Fazer a inscrição para ser dador de medula óssea pode ser uma boa forma de começar o ano. Basta preencher um inquérito e enviar pelo correio para os Centros de Histocompatibilidade do Norte ou do Sul conforme a área de residência. O inquérito que se envia é avaliado e caso não existam contra-indicações, é-se chamado depois para fazer uma colheita de 20 ml de sangue a partir da veia do braço. A colheita é feita numa instituição de saúde próxima do local de residência (no meu caso foi no Hospital do Barlavento Algarvio). Para que serve esta colheita? Para fazer uma tipagem HLA do nosso sangue, ou seja, para determinar as características tecidulares dos leucócitos (glóbulos brancos) do nosso sangue. Depois destas análises, essas características tecidulares, juntamente com os nossos dados pessoais, passam a fazer parte de uma base de dados, o Registo Nacional de Dadores Voluntários de Medula Óssea que está associada a uma base de dados internacional, a Bone Marrow Donors Worldwide, que tem milhões de dadores. Ou seja, o eventual recipiente das nossas células pode ser português ou de qualquer outra parte do mundo.
Caso tenhamos compatibilidade tecidular com um doente à espera de transplante, seremos chamados para fazer análises mais específicas e se a compatilibilidade total se confirmar, existirá então uma doação efectiva.

Como decorre a doação? O dador pode optar por uma de duas formas muito simples: 1) pode optar por fazer uma colheita de células através de punção directa do osso da bacia. Este procedimento requer anestesia e um internamento de 24 horas. 2) e aqui vem a boa notícia, os dadores podem escolher fazer uma colheita de sangue em que o sangue é "filtrado" através de um aparelho que retem para doação apenas as células da medula óssea. Parece-me um procedimento bastante mais simpático. Neste caso, é necessário um tratamento prévio à doação, através de injecções subcutâneas de um determinado factor de crescimento. Todas as pessoas saudáveis produzem naturalmente este factor quando o organismo de depara com uma infecção, por exemplo. Este factor de crescimento faz com que as células da medula passem para o sangue periférico - o sangue que está em circulação - de forma a poderem ser recolhidas.
Para quem está hesitante, com receio de colheitas de sangue e tormentos vários, posso dizer que a colheita inicial é muitíssimo simples, e não deve assustar de forma nenhuma os leitores deste blog em particular, que na sua maioria está mais que habituada a picadas de agulhas de coser, que normalmente são bem mais dolorosas...

Pelo que oiço e leio normalmente na comunicação social, parece que existe uma tendência para as pessoas se tornarem dadoras de medula óssea apenas quando têm um amigo ou familiar que necessita de um transplante, o que é pena... O aumento da número de dadores na base de dados aumenta as posibilidades de encontar compatibilidades, como é óbvio. Por outro lado, parece que já se encontraram dadores compatíveis que se recusaram doar as suas células a um desconhecido, já que o objectivo inicial era ajudar uma pessoa específica. Desde que sejamos saudáveis estas células não se esgotam, estão sempre a renovar-se, portanto, esta atitude para mim faz pouco sentido...


Just because, uma prenda de Natal (da minha mãe). Bonitas, não são?
Feliz 2008!