30.10.06


(patchwork love II or more cushions)

O P. não chegou a verbalizar, mas eu senti que no seu íntimo ele precisava de duas pequenas almofadas para a sua cadeira nova. Sei que ele sonhou com tons rosa e um design ultra-feminino. Eu que adivinho sempre os seus desejos, fi-las imediatamente.
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É claro que ele não desejou semelhante coisa. É claro que se fosse ele a escolher provavelmente escolheria não ter almofadas nenhumas naquela cadeira. Ou se tivesse escolhido algumas seriam certamente menos femininas. É claro que ele já as tirou subtilmente da cadeira para as pôr em cima da espreguiçadeira, mas também é óbvio que se eu as voltar a pôr na cadeira (como já fiz várias vezes) ele não vai dizer nada porque gosta de mim e porque me acompanha sempre nos meus delírios artesanais.
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Isto fez-me lembrar uma história que o P. costuma contar-me, que para ele simboliza o amor incondicional, o amor sem palavras. A história é dos tempos em que ele ajudava o pai que é técnico de frio. Foram arranjar um frigorífico ou qualquer coisa assim ao campo. Os clientes eram dois velhotes. Enquanto estavam a arranjar o aparelho, o casal estava sentado à porta de casa. O senhor não disse nada, a senhora levantou-se, trouxe um copo de água e deu ao marido...

Bem, neste caso, existia a necessidade, no nosso não, mas também não interessa muito...

25.10.06


(patchwork love)

Quando era pequena fui algumas vezes com os meus pais à casa de uma senhora que benzia pessoas. (Isto deve parecer uma coisa do outro mundo aos mais citadinos e de certa forma também a mim hoje, depois de tantos anos, me parece uma coisa de outro mundo) Lembro-me que perdi uma pulseirinha de prata no quintal dela (daquelas com o nome gravado que toda a gente tinha na altura). Bem, porquê falar desta mulher? Porque ela fazia patchwork e eu nunca mais me esqueci disso. De certeza que ela não lhe chamava patchwork, provavelmente não lhe chamava nada, mas seja como for, a imagem da máquina de costura (Singer, claro!), dos bocadinhos de tecido, de trabalhos já acabados e outros por acabar é algo de que me lembro frequentemente, nem sei bem porquê. De certa forma, estas imagens acompanharam-me a vida toda. Meu Deus, como eu desejei ter uma daquelas coisas que ela fazia. Tinham uns padrões complicados que ela fazia muito certinhos. Sem dúvida que havia algo de místico naquela casa... Toda esta conversa a propósito de quê? Do facto de eu, vinte e poucos anos depois, também estar a coser retalhinhos. Sem padrões, é verdade, e bastante menos certinhos, mas também estou a fazer patchwork.
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Tem algo de mágico esta actividade. Porquê tamanha satisfação? Lembro-me de ler um post da Rosa Pomar em que ela perguntava o que é que levava as mulheres a coserem pedacinhos de tecidos uns outros. Bem, se não foi isto que ela perguntou, foi qualquer coisa parecida... Acho que existe aqui uma continuidade, um ciclo, sei lá...
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Como estas coisas aparecem em surtos, há duas semanas atrás, comecei a sonhar com patchwork e já consegui "tirar do meu sistema", entre outras coisas que mostrarei depois, uma capa para a agenda, uma carteira e um porta-moedas.
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Para mim, as melhores noites de sono, são aquelas em que depois de uma crafty session bem sucedida, durmo um sono pesado e sonho com o que fiz e com aquilo que quero fazer.
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P.S.
1) Para não estar a dizer asneiras, fui consultar os 40 posts da Rosa Pomar sobre quilting para encontrar o tal post. Afinal a pergunta está feita em inglês e não é da Rosa.
2) Para quem tiver curiosidade, a foto da aranha (que devia ilustrar o post anterior) está aqui.

23.10.06


(de volta)

Queria colocar neste post uma foto que o P. tirou no fim-de-semana. A foto é de uma aranha a embrulhar uma vítima numa gigantesca teia que construiu entre dois vasos do telheiro. O objectivo era ilustrar, por um lado a diversidade de vida animal da nossa casa, e depois, a passada semana. Foi uma daquelas semanas para esquecer que incluiu entre outros acontecimentos, uma avaria no computador. Perderam-se alguns ficheiros, mas a vida continua...
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Estou de volta, tenho mais coisas para mostrar mas o Blogger não me deixa...

12.10.06


(no telheiro)

A almofada pensada há três posts atrás:



Por mais que já estivesse farta do calor deste Verão que parecia ter-se tornado eterno, tenho pena de este ano não poder aproveitar mais o telheiro.

E mais uma colheita do quintal:


Os perigos da internet aqui e aqui ou como os lobos maus estão sempre à espreita.

9.10.06


("a folhinha")

Aquele pedaço de terra que está atrás da nossa casa, que até há poucos dias era uma coisa sem pés nem cabeça, começa a parecer-se com um jardim/horta/quintal. Graças a quatro dias de trabalho intensivo, principalmente do P., que cavou o terreno quase todo. Obrigada, meu amor!
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Ontem foi dia de trazer as plantas que ainda estavam na outra casa e limpar as tralhas do telheiro. UFA!



"A folhinha" já de 2007 (estamos adiantados!) para ficar a saber (foi mais confirmar) que Outubro é mês de plantar favas e jacintos. Os jacintos já os plantei ontem, faltam as favas e muitas outras coisas.

Que venham muitos fins-de-semana para esgravatarmos dias inteiros na terra e chegarmos ao fim do dia todos sujos e cheios de sono. Óptimo remédio para as insónias!

3.10.06

(Outono) Por enquanto, o sol ainda cá está.
(Outono)

Por enquanto, o sol ainda cá está. O calor já podia ser menos...


Ir ao quintal e apanhar romãs. Que coisa tão simples, que coisa tão boa.

2.10.06


(de...)

... outros tempos, esta pregadeira que ultimamente tem andado comigo nesta mala. Só a parte das missangas é que é minha, o crochet é de uma amiga.


Meu pobre blog, tão esquecido e negligenciado nos últimos tempos. Aguardam-se fotografias da casa nova e alguns crafts: estou a pensar em... almofadas.

Deve estar quase, quase a sair o primeiro número desta Jugando com Hilos, uma on-line craft magazine. Uma das colaboradoras do projecto é a Anabel, a divulgadora do mundo craft ibérico no Whip Up. E que bem que o faz. Tenho a certeza que esta revista será apenas mais uma coisa que ela fará muito bem. Mal posso esperar!